Greve das Federais Promete Ser Longa

Voltando à greve

Com este clima de esvaziamento de debates e de pessoas, os professores simplesmente não aparentavam a mínima disposição para o conflito por salários.

Mas uma coisa essencial mudou nas universidades.

Os novos campi e universidades, muitos instalados no interior dos Estados, receberam um grande contingente de professores novos nos últimos 5 anos. E a maioria destes não têm doutorado, apenas o mestrado. E com isso recebem salários mais baixos, por volta de R$ 5 mil bruto, mesmo em Dedicação Exclusiva. Depois dos descontos, ficam com R$ 4 mil líquido.

E não estando dispostos a ficar esperando o acaso, resolveram ir à luta.
São eles que encheram as assembleias docentes no país e assumiram o papel que deveria ser de quem é mais experiente e está no comando dos departamentos e centros.

E o Proifes?

O mais patético nesta história toda é o comportamento pelego do Sindicato Paralelo chamado Proifes.

Para quem não sabe, o Proifes surgiu durante o Governo Lula, com a promessa de dinamizar as negociações, já que o Andes (O Sindicato Oficial) não se entendia para isso.

Confesso que fui iludido e caí nesta conversa. Defendi a criação do Proifes, e errei feio.

Pois bem. Em meio ao furacão da discussão sobre a greve, em pleno 14 de maio, começa a divulgar notas em espanhol, acompanhando um congresso, como se nada estivesse acontecendo.

Como se não existisse um indicativo do Andes para o dia 17 de maio.
Depois desse comportamento surreal, para não dizer esquizofrênico, começou a se esforçar em dizer que não existe greve nas Universidades.

É a pelegagem do Século XXI, atuando via redes sociais.

Reunião com o Governo Cancelada

Na verdade esta história toda que comecei a contar foi para dizer que acabei de saber da notícia que o Governo simplesmente cancelou a reunião marcada para o dia 28 de maio, que iria discutira a carreira.

Ou resolveu endurecer o jogo, como fez com outras categorias, ou resolveu parar para formular uma proposta decente de acordo. Ainda não se sabe.

Fim da greve?

Os meus 22 anos de Universidade (5 deles apenas como aluno de graduação), permitem induzir que esta greve ainda vai demorar um pouco para acabar.

O prazo para envio de proposta orçamentária é dia 31 de agosto.

Salvo algum milagre de comportamento, o Governo vai esticar a corda com os professores até onde pode, e os Sindicatos idem. Este é o prazo em que estou me baseando para o desfecho. Pode até acontecer algo diferente, mas será fora do usual.

Ainda mais porque não é apenas um reajuste salarial que está em jogo, mas o reposicionamento da carreira, que é muito complexa, com seus 21 níveis de progressão.

Na prática muitos professores irão acabar o semestre durante a greve, mas após o fim desta, as Universidades serão obrigadas a reposicionar o calendário, dando as semanas que faltam para este semestre, e ainda um recesso de pelo menos 3/4 semanas para as provas finais e matrícula.

Defendo inclusive que se resolva alguns casos especiais de alunos com viagem marcada (caso dos intercambistas com visto de estudo até julho), já que o início do próximo semestre já está comprometido.

Como faltaria ainda 6 semanas para o fim do semestre, juntando com as 4 de recesso para matrícula e finais, teremos 10 semanas (2 meses e meio) para o início do semestre 2012.2.

Então, em um cenário otimista, com a greve terminando no fim de agosto, o próximo período só terá início na metade de novembro.

Posso até errar, mas o histórico anterior aponta para isso.

O que o aluno deve fazer?

Claro que minha previsão pode se mostrar errada, mas sendo plausível, o aluno deve se programar para tirar suas férias em julho, que será quando os professores que furaram a greve acabarão suas turmas, e o restante ainda estará em greve. E essas “férias” poderão ser prorrogadas até o fim de agosto.

Então não há o que fazer, a não ser se programar.

Em outras palavras, se organize para as férias de julho porque Natal e Carnaval serão no campus. Na pior das hipóteses cancela a viagem do meio do ano se a greve voltar, reprogramando para o recesso de matrícula (as 3/4 semanas que disse).

E antes de pensar que isso só prejudica os alunos, pense que os professores também comprometeram suas férias, além de estarem sendo prejudicados há anos pelo Governo, que nem ao menos se prontifica a discutir seriamente o assunto.

Pelo menos é o que o Governo está demonstrando com o cancelamento da reunião do dia 28 de maio.

Para mais informações acesse:
http://www.greve-utfpr-fb.blogspot.com.br/2012/05/greve-das-federais-promete-ser-longa.html

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